Vereadores Cobram Sabesp por Transposição do Rio Pequeno ao Taiaçupeba pedem Soluções Imediatas à População

Rio Grande da Serra, 31 de Março de 2026 

Vereadores de Rio Grande da Serra apertaram o cerco à Sabesp em sessão recente da Câmara Municipal. O foco principal foi discutir a transposição de água do Rio Pequeno para o sistema Taiaçupeba, com o objetivo claro de esclarecer dúvidas da população local sobre prazos, impactos e soluções para problemas antigos como alagamentos e esgoto a céu aberto. “Queremos respostas concretas, não mais promessas vazias”, cobrou o presidente da CEI (Comissão de Inquérito) contra a Sabesp, Claudinho Monteiro, ao lado do relator Marcos Costa.

A reunião expôs um histórico de decepções. Em 2015, uma obra similar de transposição trouxe compromissos como segurança hídrica, remoção de tubos expostos e criação de espelho d’água, mas nada foi cumprido. Vereadores como Marcelo Alves, Tio Lê, Marcos Tico e o próprio Claudinho Monteiro lembraram o abandono desses acordos, que deixaram a cidade com esgoto correndo solto, ruas destruídas e cobranças de tarifas sem contrapartida. “A população paga desde 2007 por coleta de esgoto que não existe em bairros inteiros”, reforçou Leandro Ramos.

Alagamentos e Esgoto: A Realidade que Não Muda

Vídeos chocantes foram o destaque. Fubá mostrou alagamentos invadindo casas no seu bairro, questionando por que as cobranças anuais não resolvem o problema. Tio lê e Fubá exibiram valas de esgoto a céu aberto em Sítio Maria Joana e outros pontos, com mau cheiro e risco à saúde pública. Zé Carlos completou: “Bairros sem rede de esgoto pagam caro e sofrem as consequências”.

Cobranças Diretas à Sabesp: Transparência e Fiscalização Já

Os vereadores não pararam na denúncia. Fizeram um leque de exigências para pressionar a estatal:

  • Cronogramas e documentos na mesa: Marcelo Alves e Leandro Ramos pediram planos detalhados da transposição Rio Pequeno-Taiaçupeba, contrapartidas como 8 km de asfalto, mirante e parque, além de termo de compromisso e carta de garantia. Tudo deve ir para o site da Câmara e da Prefeitura, aberto à fiscalização popular.
  • Olho no olho com a CEI: Claudinho Monteiro (presidente), Marcos Costa (relator) cobraram vistorias constantes da CETESB, monitoramento em tempo real de danos ambientais e sociais, e inclusão da Câmara nos grupos GFI Billings e URIAI. “Vamos usar a CEI para não deixar passar nada”, garantiu Claudinho.
  • Responsabilidade centralizada: Léo Alves e Zé Carlos exigiram um ponto focal único, com o
    Secretário de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística Anderson, com garantias jurídicas, revisão de contrapartidas (mais asfalto e lazer) e articulação com Prefeitura e Estado. Multas e indenizações claras foram pedidas para evitar repetecos.

A sessão deixou claro: a transposição do Rio Pequeno ao Taiaçupeba é urgente, mas só avança com transparência total. A Sabesp e a Prefeitura ainda não responderam oficialmente, mas a pressão da Câmara mostra que a população de Rio Grande da Serra não vai esperar mais.