
Rio Grande da Serra, 15/07/2026

Por RPN – Repórter do Povo e a Notícia
Mais de quatro anos após o crime que chocou Rio Grande da Serra (SP) e ganhou repercussão nacional, o caso da jovem Lorrayne, assassinada em janeiro de 2022, voltou a ocupar o centro das atenções nesta terça-feira (14), com a realização do julgamento do acusado pelo homicídio.
Após horas de julgamento e a oitiva de testemunhas, o Tribunal do Júri condenou o réu, apontado como namorado da vítima na época dos fatos, a 13 anos de prisão. A decisão provocou forte reação entre familiares, amigos e pessoas que acompanharam o caso desde o início, muitos dos quais consideram a pena incompatível com a gravidade do crime.
Um crime que marcou o país
O assassinato ocorreu em janeiro de 2022, na Vila São João, em Rio Grande da Serra, no abc paulista. A morte da jovem causou grande comoção e mobilizou moradores da cidade, movimentos de combate à violência contra a mulher e milhares de pessoas pelas redes sociais.
Na época, manifestações pedindo justiça foram realizadas e o caso passou a ser acompanhado por veículos de comunicação de todo o Brasil. A história de Lorrayne tornou-se símbolo da luta contra o feminicídio e a violência praticada contra mulheres.
Julgamento encerra processo, mas não a dor
Durante o julgamento desta terça-feira (14), o Conselho de Sentença analisou as provas reunidas ao longo da investigação e ouviu testemunhas antes de decidir pela condenação do acusado.
Embora a condenação represente um desfecho judicial para o processo, a pena de 13 anos de prisão gerou indignação entre familiares e amigos da vítima, que esperavam uma punição mais severa.
A manifestações no meiode amigos e parentes demonstraram inconformismo com a sentença e reforçaram pedidos por mudanças na legislação para crimes dessa natureza.
Família ainda busca justiça
Para quem conviveu com Lorrayne, a sentença não representa o fim da dor deixada pelo crime. Amigos e familiares afirmam que sua memória continuará sendo lembrada como símbolo da luta pelo enfrentamento da violência contra a mulher.
A repercussão do julgamento mostra que, mesmo anos depois, o caso permanece vivo na memória da população e continua despertando discussões sobre proteção às mulheres, prevenção da violência e responsabilização dos autores desses crimes.
A reportagem do RPN – Repórter do Povo e a Notícia tentou contato com a mãe de Lorrayne por meio do WhatsApp para obter um posicionamento sobre a decisão do júri. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta.
Caso a família ou a defesa do condenado desejem se manifestar, o espaço permanece aberto para publicação de suas versões dos fatos, em respeito aos princípios do jornalismo e do direito ao contraditório.

