
Rio Grande da Serra, 05/05/2026

Uma operação conjunta entre Policiais Civis da Delegacia de Rio Grande da Serra e a Guarda Civil Municipal resultou na desarticulação de um esquema de comercialização ilegal de medicamentos de alta procura e substâncias controladas. A ação, ocorrida nesta segunda-feira (4), culminou na prisão de dois homens e uma mulher, além da apreensão de uma carga significativa de Tirzepatida — medicamento conhecido comercialmente como Mounjaro — e anabolizantes.
A investigação chegou ao seu ponto crucial quando os agentes interceptaram dois indivíduos em Rio Grande da Serra. A dupla estava em um ponto estratégico, supostamente aguardando um cliente para entregar duas caixas contendo oito ampolas de Tirzepatida. O medicamento, que tem sido amplamente divulgado por seus efeitos no tratamento de diabetes e perda de peso, possui venda estritamente controlada e sua comercialização fora de farmácias autorizadas é crime.
Após a abordagem inicial, um dos detidos revelou aos policiais a origem do produto. As equipes se deslocaram até um endereço na cidade de Mauá, apontado como o centro de distribuição do grupo. No local, os agentes surpreenderam uma mulher identificada como Renata, que portava outros oito frascos do medicamento no momento da chegada da polícia.
Com o flagrante estabelecido, os policiais realizaram uma busca minuciosa dentro da residência. O que encontraram foi um verdadeiro estoque clandestino: uma grande quantidade de canetas aplicadoras e frascos de Tirzepatida, além de diversas ampolas de substâncias anabolizantes e insumos hospitalares, como seringas, prontos para a distribuição ilegal.

Todo o material foi apreendido e passará por perícia para confirmar a autenticidade das substâncias. Os três envolvidos foram levados para a delegacia, onde foram autuados em flagrante pelos crimes relacionados à venda ilegal de medicamentos e substâncias controladas. Após os procedimentos de praxe, os presos foram encaminhados à Cadeia Pública de Santo André, onde permanecem à disposição da Justiça.
As autoridades alertam que a compra desses medicamentos em canais informais ou redes sociais, além de alimentar o crime organizado, coloca em risco a saúde do consumidor, uma vez que não há garantia de procedência, armazenamento adequado ou autenticidade do conteúdo

