No Escuro: Moradores de bairros de Rio Grande da Serra se revoltam contra a Enel e cobra Solução!

Rio Grande da Serra, 13/12/2025

A região do Grande ABC Paulista tem lidado com interrupções graves no fornecimento de energia, causadas principalmente por um ciclone extratropical que atingiu São Paulo nos dias 10 e 11. Os ventos fortes, com rajadas de até 98 km/h, derrubaram árvores e danificaram a rede elétrica, deixando milhões de residências e comércios no escuro por pelo menos dois dias seguidos. Até o momento, a Enel informa que restabeleceu a energia para cerca de 1,2 milhão de clientes dos 2,2 milhões afetados no estado, mas ainda há áreas com instabilidade, especialmente em bairros mais vulneráveis.

Em Rio Grande da Serra e Reclamações Atuais

Em Rio Grande da Serra, o impacto foi direto, com cerca de 2.082 imóveis sem luz durante o pico do evento, o que representa uma parcela significativa das queixas na região. O impacto foi particularmente prejudicial para bairros como Vila Lopes, Chácara São Paulo, Jardim Esperança, Pedreira, Parque do Governador e Estrada do Rio Pequeno. Moradores desses bairros relatam não só a escuridão prolongada, há mais de 48 horas, mas também a perda de alimentos refrigerados, em meio a um mês festivo.

A Enel, responsável pela distribuição de energia na região, mais uma vez demonstrou uma ineficiência gritante ao lidar com o restabelecimento. Apesar de mobilizar “equipes extras” de outras regiões, como alegado pelo diretor regional Marcelo Puertas em entrevista à CNN, a presença prática nas ruas de Vila Lopes, parque do Governador e Chácara São Paulo foi mínima, deixando famílias em pânico com crianças pequenas e idosos sem ar-condicionado ou ventilador em noites quentes de verão. O que vemos é um descaso sistemático: enquanto 2.082 imóveis em Rio Grande da Serra ficaram no escuro no pico do evento, a empresa se limitou a comunicados genéricos no site e app, sem prazos reais para bairros como Jardim Esperança e Estrada do Rio Pequeno. Essa lentidão não é acidente – é o reflexo de uma concessionária que prioriza lucros sobre investimentos em infraestrutura resiliente, repetindo erros que custam caro aos cidadãos.

Justificativas Fracas e a Conta que Chega para os Moradores

A nota da Enel, divulgada nos últimos dias, tenta culpar exclusivamente o “ciclone histórico” e as rajadas de vento de até 98 km/h, mas isso soa como desculpa esfarrapada para quem vive o dia a dia sem luz. Em vez de admitir falhas no monitoramento prévio – apesar de alertas meteorológicos claros –, a empresa fala em “reconstrução da rede”, como se os moradores de Estrada do Rio Pequeno devessem aceitar dias sem energia como normalidade. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já notificou a Enel, exigindo explicações em cinco dias e ameaçando multas pesadas por afetar 31,81% de sua área de concessão, incluindo o ABC. No entanto, quem paga o preço imediato são os residentes de Chácara São Paulo, que enfrentam contas ininterruptas mesmo sem serviço, e prejuízos para o comércio local em certos bairros da região.

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Essa ineficiência da Enel não é só um erro técnico; é uma falha moral que agrava desigualdades em regiões como Rio Grande da Serra, onde comunidades mais periféricas sofrem mais com a falta de prioridade. O Procon-SP e autoridades locais precisam pressionar por indenizações rápidas e auditorias rigorosas, porque esperar “normalização gradual” é inaceitável.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deu prazo de 5 dias para a Enel apresentar explicações formais, destacando que 31,81% da área de concessão ficou sem energia no auge, e pode impor multas ou medidas mais duras se não houver melhorias.