Rio Grande da Serra, 06/10/2025

Cavalos soltos em vias públicas tornaram-se uma cena comum e preocupante, representando um grave risco para motoristas e pedestres, além de evidenciar um claro cenário de abandono e maus-tratos a animais. A situação exige uma resposta imediata e enérgica do poder público.

A presença de animais de grande porte em ruas e avenidas é um perigo iminente. Colisões podem resultar em acidentes fatais e danos materiais severos, especialmente à noite ou em trechos de maior velocidade. “É um medo constante. A gente nunca sabe quando vai dar de cara com um cavalo no meio do caminho”, desabafa um motorista local.

Além do risco à segurança humana, a condição desses animais é alarmante. Muitos são vistos buscando comida no lixo ou aparentam estar doentes e desnutridos, uma situação que configura crime de maus-tratos, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98).

A responsabilidade primária é dos proprietários que os deixam à solta. Contudo, a reincidência do problema aponta para uma falha na fiscalização.

A cobrança é clara: é urgente que os órgãos competentes – como as secretarias de Meio Ambiente, Zoonoses, Guarda Municipal e Polícia Militar – intensifiquem a fiscalização, a apreensão desses animais e a identificação de seus donos. É fundamental a aplicação de multas severas e outras sanções para coibir essa prática irresponsável. A população não pode continuar refém do descaso.

Enquanto uma solução definitiva não é implementada, a orientação é redobrar a atenção ao dirigir. Ao avistar um animal na via, mantenha distância e acione imediatamente as autoridades competentes.

A inação custa vidas, tanto humanas quanto animais. É hora de o poder público agir para garantir a segurança de todos e o tratamento digno que os animais merecem.