Rio Grande da Serra, 17/08/2025

O atraso, que deveria ter sido sanado até sexta-feira (15), gerou um cenário de incerteza e revolta entre os trabalhadores da IGEVE. O vereador Léo Alves, de Rio Grande da Serra, um ferrenho defensor da categoria, subiu o tom e expressou sua indignação publicamente. “A história se repetiu: mais uma vez os salários dos profissionais da educação atrasaram”, declarou Alves em suas redes sociais. Ele enfatizou a cobrança contínua e a necessidade urgente de solução: “E aqui não tem desculpa: seja governo, seja instituto, o problema precisa ser resolvido. O que não pode é o trabalhador pagar essa conta. Continuo fiscalizando e pressionando para que todos recebam seus salários em dia. Como professor, sempre estarei do lado dos profissionais da educação.”
A empresa IGEVE, responsável por parte da prestação de serviços na área da educação, atribui o novo atraso à falta de repasse de verbas por parte da administração municipal. No entanto, o descontentamento é ainda maior pois a IGEVE havia enviado uma nota oficial aos funcionários, prometendo que os pagamentos seriam regularizados até o dia 15 de agosto, uma promessa que, lamentavelmente, não foi cumprida. Esta falha agrava a já frágil relação de confiança e intensifica a angústia dos profissionais. A Prefeitura e a Secretaria de Educação ainda não se manifestaram publicamente sobre o assunto, o que contribui para a falta de clareza sobre os prazos para regularização.

O impacto dessa situação vai além do financeiro, afetando diretamente a capacidade de trabalho dos educadores. A expectativa é que parte dos funcionários prejudicados não consiga comparecer ao trabalho nesta segunda-feira (18), devido à exaustão financeira e psicológica. “Exigimos Respeito, Exigimos salários em dia, exigimos dignidade! Isso é o mínimo! Esperamos que as coisas se resolvam o mais breve possível porque se trata de pais e mães que têm suas contas a pagar, aluguéis e etc!”, desabafou, sob anonimato, uma funcionária da IGEVE, refletindo o desespero de muitos colegas e a iminência de um movimento de GREVE!
A solidariedade, contudo, tem sido uma nota de apoio em meio à crise. Saulo Pezzo, diretor da Escola Municipal José Carlos Arruda, localizada no bairro Santa Teresa, demonstrou seu total apoio aos colaboradores da IGEVE. “Desculpe a gestão… Mas eu como gestor escolar preciso estar do lado de meus funcionários… A luta é de todos… Hoje são eles amanhã seremos nós…”, afirmou Pezzo, ressaltando a união da categoria diante da adversidade e a importância da mobilização para garantir os direitos dos trabalhadores.
A comunidade educacional e os pais de alunos aguardam um posicionamento oficial da Prefeitura de Rio Grande da Serra, que se mantém em silêncio até o momento, para que uma solução definitiva seja encontrada e os profissionais possam exercer suas funções com a dignidade e a tranquilidade que merecem. A repetição desses atrasos não só prejudica os trabalhadores, mas também compromete a qualidade do ensino e a estabilidade de um setor vital para o desenvolvimento do município, colocando em risco o início de mais uma semana letiva.


