Rio Grande da Serra, 09/07/2025

Funcionários da empresa IGEVE, terceirizada responsável por prestar serviços à Prefeitura de Rio Grande da Serra — principalmente na área da Educação — denunciam o atraso no pagamento de salários, vale-refeição (VR) e vale-transporte (VT). De acordo com os relatos recebidos, alguns trabalhadores já estão há dois meses sem receber os benefícios garantidos por lei.
A indignação dos colaboradores tomou conta de um grupo de grupos de mensagens , onde dezenas de funcionários relataram ainda não terem recebido sequer o cartão de recarga, o que impossibilita o acesso aos valores. “Não caiu nem o vale, nem o pagamento”, desabafa uma funcionária, cujo nome foi oculto para preservar sua identidade. Outro colaborador afirma estar com dois vales atrasados e que a empresa não dá retorno: “Estamos precisando, tá difícil”, escreveu.
As mensagens, reunidas em prints compartilhados com a redação, mostram o desespero de mães e pais de família que já não sabem como manter seus compromissos em dia. “O aluguel tá vencido, a gente trabalha e não recebe, como é que faz?”, questiona outra funcionária.
Prefeitura nega inadimplência e cobra solução da IGEVE
Procurada, a Prefeitura de Rio Grande da Serra afirmou que não há nenhuma pendência financeira com a empresa IGEVE. Segundo nota oficial, todos os pagamentos previstos em contrato foram realizados normalmente e, portanto, os atrasos não têm relação com repasses públicos, mas sim com a má gestão interna da própria terceirizada.
Ainda segundo a administração municipal, o prefeito Akira Auriani já solicitou uma reunião com os responsáveis da empresa para entender a real situação e cobrar providências imediatas. “É uma questão de dignidade. Os funcionários precisam do salário para viver, e a empresa precisa cumprir com suas obrigações”, afirmou a Prefeitura.
Enquanto isso, o clima entre os trabalhadores é de revolta e mobilização. Muitos já falam em paralisação como forma de protesto. A insatisfação é geral, e a sensação de abandono por parte da empresa só aumenta.
A reportagem opta por não divulgar os nomes reais dos denunciantes, a fim de evitar possíveis retaliações da empresa, já que, segundo os trabalhadores, a IGEVE não tem dado qualquer retorno concreto aos questionamentos sobre os atrasos.
Até o fechamento desta matéria, a IGEVE não havia se manifestado.

