
Rio Grande da Serra, 26 de janeiro

A empresa IGEVE ganha mais um capitulo em rio grande da Serra. Uma mensagem “falsa” que circulou em grupos de WhatsApp, rodas de amigos, deixou pais e mães de família em polvorosa nesta semana. A história dizia que a empresa IGEVE, responsável por serviços terceirizados na área da educação, enviou cestas básicas de dezembro para entregar aos seus, até então, funcionários que prestavam serviços para a prefeitura, mas que uma servidora da Secretaria de Educação teria recusado o recebimento e mandado devolver tudo. O boato acusava a gestão municipal de negar ajuda essencial a trabalhadores ainda sem receber seus direitos rescisórios, gerando desespero e revolta entre as famílias.
A narrativa viralizou rápido, pintando um quadro de descaso da prefeitura com quem mais precisa. Mas, como em tantos casos de desinformação, a verdade veio à tona só depois de checagem com as fontes oficiais. O Portal RPN, em contato direto com o prefeito Akira Aurini e o secretário de Educação, Vinícius Brum, revela os bastidores: não houve recusa intencional, e sim um mal-entendido sobre o local de entrega, que a prefeitura está corrigindo para garantir que ninguém fique na mão.
A Versão do WhatsApp x A Realidade Checada
Tudo começou quando dois caminhões da IGEVE apareceram em escolas municipais com as cestas. Segundo o boato, uma funcionária da Secretaria de Educação, teria barrado a entrega e devolvido o material para a empresa, deixando ex-funcionários – muitos deles chefes de família – sem o auxílio alimentar. “Mães e pais em desespero”, repetia a mensagem, culpando diretamente a prefeitura.
O prefeito Akira Aurini, ao ser questionado pelo portal, reagiu com surpresa e indignação: “Não estou sabendo disso não! Já vou verificar isso agora que é um direito dele entendeu?! Jamais que agente aceitaria uma coisa dessa, ainda mais sabendo que os ex-funcionários precisam, vou ver aqui com o secretário e te falo…”.[1] Logo em seguida, Akira acionou o secretário Vinícius Brum para apurar os fatos.
Brum esclareceu que não houve proibição: “Que as cestas voltaram, eu não tô sabendo. Na verdade, o que a gente soube que foi acertado com o IGEVE, né? Que eles fariam a entrega das cestas no escritório do IGEVE, que tem em Rio Grande da Serra. […] A orientação que foi dada às escolas era pra não receber, porque estariam um local específico pra isso, que é o escritório deles. Então, não houve proibição”.[1] Ele explicou que o IGEVE comunicou à prefeitura que faria a distribuição centralizada no seu escritório no centro da cidade, para facilitar o acesso de todos, sem que as pessoas precisassem se deslocar para escolas distantes. Algumas escolas até receberam e distribuíram as cestas, mas as entregas “erradas” foram devolvidas conforme o combinado.
O problema? Falta de comunicação da empresa com os próprios ex-funcionários. “Essa falta de comunicação sempre existiu”, admitiu Brum. “A gente sempre pediu pra que a empresa comunicasse aos funcionários de uma forma clara […]. E nunca foi de fato realizado”.[1]
Ação Rápida da Prefeitura: Nova Data Garantida
Preocupado com a situação, o prefeito Akira determinou que o secretário entrasse em contato imediato com o RH da IGEVE. Na manhã desta segunda-feira (26), Brum ligou e confirmou: o entregador levou as cestas para o endereço errado (as escolas), e elas foram devolvidas por isso. “Eles informaram que vão fazer uma nova entrega amanhã , uma distribuição amanhã no escritório da IGEVE. Então é isso, né, eles vão comunicar hoje pra os funcionários”.[1]
O secretário reforçou o compromisso: “Eles vão informar o local e os horários pra retirada lá. Então, eles devem comunicar hoje avisando que a partir de amanhã eles conseguem retirar no mesmo espaço lá, que era a sede deles aqui no município”.[1] A prefeitura se colocou à disposição para repassar as informações e cobrar a empresa, garantindo que os direitos sejam preservados.
Por Que Checar Fontes Oficiais? Lição Contra Fake News
Esse caso é mais um exemplo de como boatos em grupos e no WhatsApp viram “verdade absoluta” sem checagem. Em Rio Grande da Serra, já tivemos alertas sobre fake news parecidas, como a que anunciava doações falsas de cestas pelo CRAS – desmentida pela comunicação oficial.[4] A importância de ir atrás dos fatos é clara: a imprensa local e os canais oficiais da prefeitura são os caminhos certos para evitar confusão e pânico desnecessário. Grupos de rede social espalham rápido, mas distorcem mais ainda. Sempre busque o site da prefeitura, o gabinete do prefeito ou secretários para a versão real – evita golpe, desinformação e prejuízo real para quem precisa.
O prefeito Akira e o secretário Brum mostram preocupação genuína: agiram na hora para esclarecer e resolver, priorizando os ex-funcionários da IGEVE. Amanhã (27), as cestas estarão disponíveis no escritório da empresa, e a comunicação deve acalmar os ânimos.
Fique ligado nas fontes confiáveis e ajude a combater a fake news. Os direitos vêm com informação certa, não com forward de WhatsApp.

