
Rio Grande da Serra, 29 de outubro de 2025

A paciência da população de Rio Grande da Serra chegou ao limite. Em bairros como a Vila Figueiredo, a cena se repete e a indignação cresce: torneiras secas e nenhuma resposta da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A falta de água, um problema que se tornou frequente, afeta a rotina de milhares de pessoas e levanta um coro de críticas contra o que os moradores chamam de “descaso”.
Desde as primeiras horas da manhã, muitas famílias se veem sem uma gota d’água, um cenário que transforma tarefas simples em grandes desafios. “É um absurdo que, em pleno século 21, ainda tenhamos que lidar com esse tipo de situação”, desabafa uma moradora da Vila Figueiredo. “As contas chegam todo mês, e sempre com valores altos, mas o serviço essencial simplesmente não funciona”, completa.
O impacto no dia a dia é severo. “Famílias inteiras estão sendo prejudicadas — sem poder cozinhar, tomar banho, lavar roupa ou sequer encher uma garrafa de água”, relata a mesma moradora, expressando um sentimento que é geral na comunidade.
A frustração é amplificada pela falta de comunicação da empresa responsável. “Você paga a conta de água e não tem a água, uma vergonha”, afirma outra residente, visivelmente revoltada. “Ninguém fala quando vai voltar, se volta. É difícil isso, que falam que é uma cidade rica de água, cadê a água?”, questiona.
A sensação de impotência é um ponto comum nos relatos. “Você sai para trabalhar e volta sem água. Já fiz várias reclamações na Sabesp e eles não dão uma satisfação de nada. Só falam alguma coisa se você está devendo a conta, aí falam difícil”, critica a moradora, apontando a diferença no tratamento dado pela companhia.
Sabesp Registra Reclamação, Mas Silencia Sobre o Motivo
Diante do problema, os moradores buscam os canais oficiais. Em uma das tentativas de contato, um consumidor registrou a reclamação de “Falta de água geral” através de um aplicativo de mensagens. O sistema gerou um protocolo (2572723153) e deu a solicitação como concluída.
No entanto, a interação não trouxe nenhuma justificativa para a interrupção do serviço. A resposta da Sabesp se limitou a registrar o chamado, sem informar sobre problemas técnicos, manutenções programadas ou qualquer outro motivo que explicasse por que bairros inteiros estavam sem água.

Essa ausência de uma explicação clara ou de uma previsão para a normalização do abastecimento é o que mais alimenta a revolta da população. “E o pior: nenhuma explicação ou previsão de retorno. Falta respeito com a população!”, reitera uma das moradoras afetadas.
O recado dos moradores de Rio Grande da Serra é direto e firme. Eles exigem uma atitude imediata e uma solução que acabe de vez com o problema. “Não dá mais para conviver com essa falta de planejamento e descaso. Queremos uma resposta imediata e uma solução definitiva. Água é um direito básico, não um privilégio!”, finaliza uma das vozes da comunidade.
Enquanto a Sabesp não se posiciona com transparência e ações eficazes, a população local segue com a rotina comprometida, refém da incerteza e com a forte sensação de que um direito essencial está sendo negado.
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