Clauricio Bento Propõe Remanejamento de Verba para Garantir Salários aos Funcionários da IGEVE

Rio Grande da Serra, 10/09/2025

Em sessão Vereador Clauricio Bento cobra ação imediata por funcionários da IGEVE na Câmara de Rio Grande da Serra.

Em uma sessão marcada pela contundência, o presidente da Câmara de Vereadores de Rio Grande da Serra, Clauricio Bento, assumiu nesta quarta-feira (10), uma postura firme em defesa dos funcionários da empresa IGEVE, que paralisaram suas atividades devido à falta de pagamentos. Com o pano de fundo da recente crise que culminou na greve, o vereador apresentou uma proposta ousada: o remanejamento de verbas públicas para assegurar os benefícios e salários desses trabalhadores até o fim do ano. A iniciativa visa pressionar o Prefeito Akira Auriani a agir com urgência para resolver o impasse.

A situação dos funcionários da IGEVE é crítica, com apenas três meses restantes para o término do ano. Conforme revelado em debates anteriores e reiterado pelo vereador Bento, o valor mensal repassado à empresa pela Prefeitura foi drasticamente reduzido de R$ 1.300.000,00 para R$ 830.000,00. A falta de transparência da IGEVE agrava o cenário: “A Prefeitura questionou a empresa sobre quantos funcionários ela mantém em Rio Grande da Serra, mas não obteve resposta. Como, então, saber o valor exato que deve ser repassado?”, questionou o presidente da Câmara.

Diante do impasse e da iminente crise social, Clauricio Bento não hesitou em apresentar uma solução direta. “Tenho uma proposta para que possamos realizar o remanejamento de valores das secretarias de Obras, Meio Ambiente, Administração e Jurídica, com o objetivo de garantir o pagamento desses funcionários da IGEVE até o final do ano. E que fique claro: sem tirar um centavo da Saúde!”, enfatizou o vereador, recebendo o apoio dos pares.

Bento destacou a urgência de uma ação legislativa. “É fundamental que um projeto de lei seja encaminhado a esta Casa para que possamos aprová-lo e dar autonomia ao Prefeito Akira Auriani. Isso garantirá o pagamento imediato desses funcionários”, afirmou. O presidente também alertou sobre as consequências de uma possível rescisão contratual com a IGEVE. “Se o Prefeito entender que o contrato deve ser rescindido, que seja feito. Mas que se lembre que qualquer empresa tem a responsabilidade de possuir capital de giro, independentemente de atrasos do poder público. Não é porque a Prefeitura atrasa um ou dois meses, como mencionou o líder Leandro Ramos, que a empresa simplesmente não tem dinheiro para pagar os funcionários.”

A preocupação maior, segundo Clauricio Bento, recai sobre os trabalhadores. “Como ficarão os funcionários em caso de rescisão? Serão mais de 100 pais e mães de família demitidos. Quem arcará com as rescisões? O problema, mais uma vez, voltará para esta Casa”, alertou, projetando um cenário de ainda maior instabilidade social.

Com a urgência do tema, o presidente da Câmara propôs que o Prefeito Akira Auriani encaminhe um projeto de lei ao Legislativo para assegurar o montante necessário para os próximos três meses – estimados em R$ 2.400.000,00. “É necessário que façamos isso. Temos que sair daqui com essa proposta”, conclamou Bento. Ele informou que solicitará à Dra. Salina que confeccione um documento formal, que será levado por um líder da Casa ao Prefeito. A expectativa é que o projeto seja pautado e votado já na próxima quarta-feira.

“Qualquer trabalhador não pode ficar sem receber. Se o Prefeito já fez seu remanejamento e foi autorizado por nós um valor de 25%, ele pode pedir autorização aqui para a Câmara, e tenho certeza que a Câmara vai olhar com atenção. Mas também temos que fiscalizar as empresas que atuam em nossa cidade e que nos causam tamanho sufoco, principalmente quando lidamos com o ser humano”, concluiu o presidente Clauricio Bento. A proposta, que visa garantir o sustento das famílias impactadas e estabilizar a situação, baseia-se na autonomia orçamentária do município, que teve seu Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovados no ano passado, permitindo manobras financeiras para solucionar a crise.