Senado e câmara de deputados aprovam aumento de cadeiras no legislativo, e ignora crise no país: gasto vai subir R$ 64 milhões por ano

Rio Grande da Serra, 26/06/2025.

Enquanto o povo sofre com desemprego, fome e serviços públicos cada vez piores, o Senado decidiu aumentar a quantidade de deputados federais no Brasil. O número vai subir de 513 para 531 parlamentares, o que vai custar mais R$ 64 milhões por ano aos cofres públicos. A votação aconteceu nesta quarta-feira (25) e passou com 41 votos a favor e 33 contra.

A desculpa usada foi uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), que pediu para o Congresso redistribuir as cadeiras da Câmara dos Deputados com base no Censo de 2022. Mas, ao invés de tirar deputados de estados que perderam população, como era o mais lógico, os políticos simplesmente aumentaram o total de cadeiras. Ou seja, ninguém perdeu vaga e vários estados ganharam mais deputados — entre eles Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

A decisão foi duramente criticada. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) disse que isso é um desrespeito com a população e chamou a medida de “casuística, imoral e fora de hora”. Segundo o grupo, aumentar o número de deputados significa mais dinheiro público jogado em salários, assessores, verbas de gabinete e emendas parlamentares — tudo isso enquanto o povo segue na luta, enfrentando filas na saúde, falta de merenda nas escolas e aumento da pobreza.

Na prática, enquanto o povo pede mais responsabilidade e menos desperdício, os políticos aumentam a conta e continuam com seus privilégios intactos. Agora, o aumento de deputados segue para ser oficializado.