Rio Grande da Serra, 25/06/2025

Imagem: jornal diário de Ribeirão Pires

Um caso grave envolvendo uma criança de apenas dois anos em uma escola municipal de Ribeirão Pires tem causado forte indignação nas redes sociais e levantado questionamentos sobre a conduta da direção da unidade escolar.

O episódio ocorreu no dia 2 de junho, na Escola Municipal Maria da Glória Xavier, localizada no Jardim Guanabara. A denúncia feita pela mãe da criança, ao Jornal Diário de Ribeirão Pires, na matéria, a mãe diz que o filho teve parte do dedo arrancado ao prendê-lo na porta da sala de aula, mas a escola teria tentado minimizar a situação, tratando o ferimento como um simples corte leve.

A mãe relatou que, inicialmente, nem sequer foi avisada diretamente pela escola. Quem recebeu o primeiro contato foi a cunhada, que repassou a informação ao pai do menino. A diretora teria dito apenas que houve um “incidente” e que alguém precisava buscar a criança. Em nenhum momento, segundo a família, foi informado que o garoto havia sofrido um ferimento grave.

A real dimensão do acidente só veio à tona quando o pai chegou à escola e, por chamada de vídeo, mostrou o estado do dedo do menino à mãe. “O dedo do nosso filho estava sangrando muito, com a ponta do dedão arrancada!”, relatou. A criança foi imediatamente levada ao hospital, recebeu anestesia, levou pontos e segue em tratamento, com curativos diários. A parte arrancada do dedo, segundo os pais, sequer foi localizada.

Além do sofrimento físico, a família relata que a criança apresenta sinais de trauma psicológico. “Nosso filho está com medo de brincar, de se machucar de novo”, afirmou a mãe, que questiona a postura da escola diante da gravidade do ocorrido. “Nos disseram que ele estava bem e que não estava chorando. Como assim?”, desabafa.

O caso foi registrado em boletim de ocorrência, e os pais cobram responsabilidade e providências por parte das autoridades. Eles acusam a escola de omissão e falta de transparência.

A Secretaria de Educação ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. Enquanto isso, a revolta da família e da população cresce, exigindo respostas concretas e punições para os responsáveis.